
Balanço. Nos dias e na vida. Correm recordações como cães à solta em campo aberto. Passam depressa e não permanecem. Podem morder por dentro. Como alguns cães. Ou fazer doces afagos. Como os leais amigos. Enxoto as recordações, boas e más. Finjo que o tempo pára e volta a andar. Para um dia novo. Para um ano em branco. E tento olhar os caminhos que o balanço dos dias vai abrindo. Para mim, quero um 2008 com novas realidades, algumas esperanças. As recordações podem deitar-se a dormir. Ao som das doze badaladas.
Para vós, os votos de um 2008 pleno de desejos realizados. Não sei se algum caminho me leva para longe mas espero voltar em Janeiro…